Problema com compra ou serviço

Serviço contratado e não entregue (ou mal feito): reexecução, abatimento ou dinheiro de volta

Pagou, esperou e o serviço não veio como prometido? Você tem três caminhos, e a escolha é sua.

Revisado em outubro de 2026 · leitura de 5 minutos

A reforma parou na metade. O curso online entregou um terço das aulas. O evento foi cancelado e o reembolso 'está em análise' há seis meses. A mudança chegou com móveis quebrados. Situações diferentes, mesma estrutura: alguém recebeu para fazer e não fez, ou fez mal.

O Código do Consumidor trata o serviço com a mesma seriedade do produto: o que foi prometido tem que ser entregue, e se não for, você decide como será compensado.

Seus direitos

O que a lei garante

  • Três opções, à sua escolha

    Diante de serviço mal prestado, você pode exigir: a reexecução sem custo (inclusive por outro profissional, pagando o fornecedor a conta); a devolução imediata do valor pago, com correção; ou o abatimento proporcional do preço.

  • Oferta vale como contrato

    O que foi anunciado, prometido no orçamento ou dito na proposta obriga o fornecedor. Se ele não cumpre, você pode exigir o cumprimento forçado, aceitar algo equivalente ou cancelar com devolução e perdas e danos.

  • Prazo para reclamar

    Para problemas visíveis, 30 dias (serviços não duráveis) ou 90 dias (duráveis) a partir da conclusão. Para defeitos que aparecem depois, o prazo conta de quando surgem. Para prejuízos causados pelo serviço, 5 anos.

  • Quem vendeu responde

    Agência de viagem, plataforma de cursos, organizador de evento, marketplace: quem intermediou e recebeu responde junto com quem executou.

  • Prejuízo além do serviço

    Dias sem poder usar a casa, dinheiro gasto com outro profissional, viagem perdida: com prova, entra na conta.

O que fazer agora

Passo a passo

  1. 1

    Notifique com prazo

    Por escrito (e-mail, WhatsApp, carta com AR), descreva o que faltou e dê um prazo razoável para cumprir. É a chance que a lei exige e a prova de que você tentou.

  2. 2

    Documente o estado atual

    Fotos e vídeos datados do que foi feito e do que faltou. Em reformas e mudanças, peça orçamento de outro profissional para o conserto.

  3. 3

    Escolha e comunique

    Passado o prazo, informe por escrito qual das três opções você escolhe. A partir daí, a recusa do fornecedor fica documentada.

  4. 4

    Use os canais oficiais

    Consumidor.gov.br e Procon. Para eventos e viagens, o registro público costuma acelerar reembolsos.

  5. 5

    Juizado com as provas organizadas

    Contrato, comprovantes, fotos, notificação e orçamento de terceiro: com isso em ordem, o juizado especial resolve a maioria dos casos.

O que guardar

Checklist de provas

  • Contrato, orçamento, proposta ou anúncio com o que foi prometido
  • Comprovantes de pagamento
  • Fotos e vídeos datados do serviço e dos problemas
  • Notificação enviada ao fornecedor e a resposta (ou o silêncio)
  • Orçamento de outro profissional para refazer ou consertar
  • Mensagens trocadas durante a execução
  • Comprovantes do prejuízo extra (hotel, aluguel, outro profissional)

Quando procurar um advogado

Sinais de que o caso merece análise

  • O fornecedor sumiu ou se recusa a terminar e a devolver.
  • O valor envolvido é alto (reforma, pacote de viagem, curso caro).
  • O serviço mal feito causou outro prejuízo.
  • A empresa oferece só crédito ou 'remarcação' em vez do reembolso.
  • Há vários consumidores lesados pelo mesmo fornecedor.
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Perguntas frequentes

O que mais perguntam

Fontes

Para conferir

Este guia é informativo e não substitui a análise do seu caso. Regras e decisões mudam; a data de revisão está no topo da página.

Conte o que aconteceu. Eu digo se vale a pena seguir.

Sem compromisso e sem promessa de valor. Você envia a situação, eu analiso os documentos e explico os caminhos possíveis, inclusive quando o melhor é não processar.